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etapas de construção de "Estudo para cabeça de mulher"


Tecendo meu coração
e Estudo para cabeça de mulher são mais dois experimentos meus usando aquela técnica que mencionei , que desejo continuar explorando daqui prá frente. cabeça cheia de idéias para novos projetos. mas o alívio maior é o de não precisar pensar muito em fundos para as pinturas. sou um horror para planejar fundos, e muitas vezes acabei estragando trabalhos inteiros por não ter acertado num fundo adequado.

gosto especialmente de como as figuras estão se tornando meio etéreas e "fantasmagóricas", graças à aplicação de algumas camadas de aquarela branca sobre as figuras inacabadas e lápis de cor branco para acentuar as áreas de maior brilho.


não sei como vai indo a exposição em Lexington, ainda não deu prá dar uma passada por lá. quando você mora numa cidade americana pequena, não saber dirigir é um tremendo inconveniente. não há ônibus intermunicipais, e carro é artigo de primeira necessidade. tenho até vergonha quando digo que não sei dirigir, e jogo a culpa toda no marido, que sempre diz que vai me ensinar "na próxima primavera", mas ainda não se decidiu de que ano (verdade). são quatro anos de imobilidade e dependência total do meu cônjuge para resolver minha vida adulta. ele me transporta até pro meio do inferno se eu pedir, mas não dá mais, né? eu quero a minha driver's licence, meleca.

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os pés podem até ter limites, mas minha cabeça não. minha cachaça diária tem sido o trabalho com a técnica nova, que tem aberto algumas portas no sentido da inspiração, mas também fechado outras. como o trabalho está ficando ligeiramente expressionista, parece que o estilão mais gráfico não combina mais, e agora estou aqui pesquisando soluções para certos elementos que antes se encaixavam super bem. fácil não é, mas é muito estimulante e enriquecedor. a idéia agora é produzir alguns trabalhos pequenos até pegar mais confiança e começar a trabalhar em projetos maiores. inclusive vou refazer a Árvore da Vida pelo mesmo caminho.

in progress: "Tecendo meu Coração"

como eu disse no meu último post, quando planejei as aquarelas rápidas eu estava na verdade inspirada pelo conceito do One Painting a Day (Uma Pintura por Dia), criado pelo artista americano Duane Keiser e seguido hoje por uma multidão de artistas. a idéia é pintar uma peça pequena por dia, gastando não mais que algumas horinhas, o que para alguns artistas funciona como um desafio e um exercício. mas na verdade o grande atrativo da coisa é a possibilidade de vender pinturas por preços baixos, já que o tempo de execução é pequeno e não pesa muito no preço. assim atrai-se mais compradores, inclusive aqueles que não podem pagar algumas centenas de dólares por um original. acredito que seria uma boa para mim para começar a atrair colecionadores, já que minhas peças maiores gravitam em torno de $380 e $450 dólares. já que estou apenas começando nesse mercado, não acredito que possa cobrar muito mais do que isso.

bom, eu ainda não sei se posso completar uma pintura por dia enquanto trabalho simultaneamente em peças maiores. eu ainda não posso me dar ao luxo de pintar full time. mas nessa primeira tentativa consegui trabalhar em duas peças de 12 x 8.5 polegadas, completando o lápis em um dia e a aquarela no outro - fora os detalhes de uma das peças, que acabou se tornando um segundo Totem. nada mal.

Anemonae + Totem #2

verdade que elas não são muito diferentes do primeiro Totem e de Flourish, como a Nelly bem observou num comentário. a diferença é que, quando eu estava trabalhando nas primeiras, eu estava ainda experimentando uma nova direção para o meu trabalho e elas levaram alguns dias para serem completadas. as mais recentes foram planejadas para serem pinturas rápidas, de um só dia. no fim, trabalhar nessas peças mais simples se revelou divertido e um refresco dos conceitos mais complexos que eu comumente desenvolvo. às vezes tenho um pouco de dificuldade em trabalhar com o simples - culpa da minha lua em Escorpião, que está sempre procurando confusão e me levando para caminhos complicados. mal posso esperar para começar outros!

prontos para mais uma dose do meu amado tríptico O Aguadeiro? aqui vai o underpainting (caramba, não sei o nome dessa técnica em português, desculpem), mas é a pintura de base:


the waterman: ignis aeris

the waterman: ignis aeris

é incrível como eu me sinto energizada quando trabalho com cores quentes. eu amo todos os tons de azul e os púrpuras, but trabalhar com vermelhos e laranjas realmente faz o meu dia. eu amo como os pigmentos misturam bem e como as cores pulam da prancha.

the waterman: ignis aeris

the waterman: ignis aeris

também gostei muito do jeito que a pele do leão ficou. acho que a abstração caiu bem. me fez pensar em criar outra peça com o leão como tema e os mesmas abstrações horizontais. quem sabe outro Totem.


the waterman: ignis aeris

planejando outro tríptico para um futuro não tao distante. não tão grande, entretanto. minhas peças são meio independentes umas das outras nesse trabalho, então não fico entediada trabalhando o tempo todo nos mesmos elementos. devo fazer algo menos complexo da próxima vez, em superfícies menores.

a etapa a lápis está praticamente terminada, com alguns detalhes para depois. está pronto o suficiente para a primeira demão de aquarela.

The Waterman

the waterman

the waterman

the waterman

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