eu não acredito em talento dado de graça, não acredito que algumas pessoas sejam abençoadas com um dom e outras não. acredito em trabalho, em paixão, em persistência e força de vontade. acho que todo mundo nasce com uma inclinação natural para alguma coisa, mais sintonizado com um plano de experiência do que com outro. algumas pessoas são mais cerebrais, enquanto outras não entendem nada que não passe antes pelo caminho do coração; umas são mais intuitivas e não acreditam em limites, enquanto outras são lógicas e pé-na-terra. o tal "dom", ou o talento, uma coisa que é a expressão pura daquilo que a gente é, é uma pedra bruta que precisa ser lapidada até que esteja pronta prá mostrar seu brilho. 5% de inspiração, 95% de transpiração, como dizem por aí. a diferença é que existem pessoas mais apaixonadas por aquilo que fazem do que outras. outra, é que as pessoas crescem para ser máquinas e param muito cedo de acreditar que podem ser aquilo que quiserem. o dom vai sendo deixado de lado, vira sonho, que é muito conhecido por essas gentes também como sinônimo de "ilusão". a pedra não é lapidada e não brilha, apesar de de vez em quando ser acarinhada com uma esperança meio morta. ah, seu eu ....... (escreva aqui a sua desculpa preferida..)
e então todo mundo começa a achar que você é um privilegiado porque tem um "dom". o que eu tenho é uma paixão desgraçada por aquilo que eu faço, um amor sem limite pela arte e pela beleza. uma coisa que não me deixa descansar enquanto eu não encontro a cor ideal, enquanto eu acho que posso dar mais e mais de mim para que uma idéia crie vida, ignorando as costas doloridas e a perna já dormente por causa da lombalgia, usando um braço para mover o pincel enquanto o outro acalenta minha filha no colo, esquecendo que eu poderia estar relaxando e aproveitando o tempo em que meu marido e filha estão tirando uma soneca e não precisam de mim. só que eu vou pintar e desenhar, porque eu preciso. vai ver é isso o tal do dom. desejo, necessidade, vontade. o resto não serve para muita coisa.
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mas está ficando muito claro para mim, agora, que está sim, na hora em que nós, humanos, comecemos a parar de nos ver no topo da cadeia alimentar e enxergamos os animais como irmãos menores que precisam de nosso auxílio para evoluir. pelo menos em nossa sociedade foi-se o tempo em que os meios de sobrevivência eram escassos e não tínhamos muita opções. hoje em dia temos supermercados abarrotados de coisas e alimentos frescos em qualquer época do ano à altura do braço.
bom, acho que o vídeo me deu o empurrãozinho que faltava, apesar de ter despedaçado o meu coração. não sei o que vai ser daqui prá frente, mas estou praticamente resolvida a abandonar a carne de vez. sei que vai ser um caminho difícil - mas afinal, se consegui me livrar completamente do hábito das carnes vermelhas, há esperança também para as brancas. e se você como eu também precisa de uma ajuda extra para seguir de vez a rota do vegetarianismo, tá aqui a primeira parte do vídeo. mas aviso de antemão, não é para corações fracos.
sogra chegou super animada para fazermos comprinhas para a casa, amanhã. pena, mas não compartilho do mesmo grau de entusiasmo. tudo porque, depois de alguma insistência em fazer melhorias no mood geral da casa e ter minhas idéias categoricamente rejeitadas pelo marido, perdi completamente o ânimo.
eu não sei o que comprar. não fiz planos. dei uma olhadinha em alguns blogs de decoração, e tudo o que consegui foi a certeza de que não quero a casa parecendo tão perfeita e asséptica. coisas muito combinadinhas me parecem neuróticas demais. e tem também essa sensação de desprendimento que venho experimentando nas últimas semanas, que para mim é completamente nova e fascinante. quero me livrar do supérfluo, não me cercar de nada que não seja realmente útil ou que me faça viver com mais leveza.
só sei que quero tapetes, plantas, almofadas e velas grandes e coloridas.
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