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the zodiaque series - scorpio

Aquarela e lápis sobre papel,
9 x 12 pol
2009

$100

comecei essa semana uma série inspirada nos doze signos. o primeiro é Gêmeos (o meu!), que já está pronto (foto do processo aí embaixo.) estou agora trabalhando no signo de Escorpião. quando estiver pronto scaneio os dois e publico. minha intenção é dar a eles um certo feeling japonês, com rostos usando aquelas maquiagens de gueixa que eu adoro, e abstrações mais fluidas ao redor.



gosto muito de ter projetos diferentes em mãos, assim posso passar de um para outro conforme minha inspiração e disposição (muito gemininano isso...) e essas pinturas mais rápidas são uma ótima forma de exercício e definição de elementos estilísticos.

Regina

Portrait of Regina

Aquarela e lápis de cor sobre papel,
8.5 x 12
2009

Virgem, Ascendente em Sagitário, Lua em Touro. Predominância em Terra.

Sharon

Portrait of Sharon

Aquarela, lápis de cor e grafite sobre papel,
8.5 x 12
2009

Gêmeos, Ascendente em Escorpião e Lua em Aquário. Predominância em Ar.

consegui colocar o site de volta ao ar ontem. tudo funcionando direitinho. e nem ficou tão ruim no Internet Explorer, como eu tava prevendo, mas ainda recomendo visualização com o meu queridinho Firefox. o link prá versão em português na home ainda não funciona, o que acontecerá em breve.

trabalhando num retrato:


gosto muito de fazer retratos, porque sou fascinada pela figura humana. os que eu faço eu chamo de Astroportraits, ou Astroretratos, porque são baseados no mapa astral da pessoa. funciona assim: antes de planejar o retrato eu levanto o mapa e identifico os arquétipos e os elementos simbólicos envolvidos, como cores, animais e outros. também peço uma ajudinha ao tarot. na maioria das vezes minha intuição entra em cena, e como não sou nenhuma médium ou psychic, preciso antes conversar com a pessoa retratada para ter certeza de que as imagens que vêm à minha cabeça não são só fruto da minha imaginação, e também por achar super importante que a pessoa participe do processo. gosto que o retrato seja uma espécie de registro dos talentos e de coisas positivas da pessoa, outras vezes, como uma espécie de encorajamento para que ela desenvolva outras qualidades que gostaria. para isso encorajo visualização criativa e um olhar voltado para dentro, como um empurrãozinho para o processo de auto-compreensão.

quando estava testando a técnica fiz o meu retrato e o da minha bebê, que tinha completado um ano de idade. hoje uso os retratos como peças do meu portfolio. foram feitos inteiramente em lápis de cor, mídia que não estou usando mais por consumir muito tempo. hoje uso técnia mista de aquarela, lápis de cor e grafite.

Ariel and the Lion
Ariel e o Leão
Lápis de cor sobre Bristol board,
8.5 x 12

este é o meu auto-astroretrato. eu sou Gêmeos com Leão ascendente e Lua em Escorpião, e um tipo Ar/Àgua. não foi tão fácil assim criar meu próprio retrato, porque eu me identifico com tantos símbolos e elementos que achei melhor deixar a intuição trabalhar a meu favor. nos últimos anos antes de criar esse trabalho eu vivi uma fase de intensas mudanças (que coincidiram com minha mudança de país, casamento e gravidez, tudo ao mesmo tempo) que me fizeram ir fundo dentro de mim mesma e buscar minha força, algo que não me lembro ter feito tão vigorosamente antes. eu me lembro ter feito um desenho meio tosco de um escorpião e um leão, que considero meus dois poderes interiores, grudado o desenho na parede e olhado para ele todas as vezes que eu precisava de força, para me lembrar de que eu já a tinha, que ela estava em mim como parte do que eu era. é claro que as coisas agora estão bem mais tranquilas, mas eu quis que meu retrato fosse um registro constante daquele poder que eu descobri em mim. então desenhei o leão, meu signo ascendente, bem junto de mim, como uma companhia constante (então caiu a ficha de que meu nome, que significa "leão de Deus" em hebraico, não foi me dado por acaso...) este leão nasce da água, do grande oceano de sentimentos que caracterizam os tipos de Água. embora se pense que o povo da água seja frágil devido à sua natureza emocional, eles são extremamente fortes exatamente por causa disso, já que sabem como ninguém como lidar com o mundo dos sentimentos. minha qualidade aérea é representada pela cor amarela e pelas borboletas, que também representam meu signo, Gêmeos. borboletas vão vivamente de um lugar a outro exatamente como geminianos fazem. e como bichos alados também simbolizam liberdade e independência, que é uma das minhas características mais fortes. outra razão por escolher a borboleta é também por ser um dos meus animais-totem favoritos, presentes em vários dos meus trabalhos. borboletas também são símbolos de transformação e renascimento e este é o motivo que as fazem tão especiais aos meus olhos. eu me transformei completamente depois que deixei meu país, foi como uma morte mesmo - uma morte para renascer. essa idéia também é um conceito chave do meu signo lunar, Escorpião. um outro elemento que incorporei ao retrato para representar esse signo é a flor de lotus, graças à sua ligação com situações de reconstrução depois de muita luta e mesmo perda total - o lotus nasce do lodo. também é um símbolo de espiritualidade, algo que é parte integrante da minha vida diária e que me ajuda a levar a vida a despeito de qualquer obstáculo.


Portrait of Isobel and Unicorn

Retrato de Isobel com Unicórnio
Lápis de cor sobre Bristol board,
12 x 8.5

esse é o meu bebê, então com 1 ano de idade - ela não tem mais essa carinha rechonchuda, embora ainda pareça um duende. Isobel é um Sagitário triplo, de Sol, Lua e Ascendente. predominância de Água e Fogo. eu quis que seu retrato tivesse uma qualidade surreal e mágica, que consegui usando cores mais quentes e elementos mais abstratos. eu a retratei como um duendezinho mesmo, até prá dar um toque engraçado, e coloquei um unicórnio para fazê-la companhia: um símbolo mais leve para Sagitário, mais apropriado para o retrato de uma criança do que o tradicional centauro. no fundo, um campo aberto com árvores que lembram corações em chamas. Isobel é toda coração, um espírito cheio de paixão e intensidade (e quanto mais ela cresce, mais isso se torna evidente.) um rio corre através do campo - a qualidade aquática de sua personalidade. diferente do misterioso oceano do meu próprio retrato, as pacíficas águas de Isobel nutrem e refrescam, representando seu lado afetivo e cuidador. do outro lado, um céu profundo, como símbolo do desejo por expansão e liberdade sem limites de Sagitário, mostra dois beija-flores, símbolos do otimismo que é tão característico do signo. nos cabelos, ela usa uma coroa de lotus. embora Isobel não seja exatamente um Escorpião, ela tem um forte alinhamento de planetas neste signo, o que dá a ela um bocado de características escorpianas. suas roupas tem uma parte azul, para a água, e uma vermelha, para o fogo.

"yesterday i got so old
i felt like i could die
yesterday i got so old
it made me want to cry"
In between days, The Cure


acho que eu atraio gente passando, ou prestes a passar, pelo Retorno de Saturno, porque se tem algo que me acontece com certa frequência é alguém pedindo prá "dar uma olhadinha no meu mapa", por estar com algum problema brabo, ou se sentindo meio esquisito - geralmente com depressão ou com uma sensação de estar carregando o mundo nas costas. então só de dar um olhada da data de nascimento da pessoa tudo se esclarece: 28, 29 anos (às vezes até um pouco antes disso)? tem cheiro de Retorno de Saturno, babe.

fala-se muito do tal Retorno, mas como tem muita informação errada circulando por aí, e como pouca gente se dá ao trabalho de visitar um bom site de astrologia prá saber o que é, vou tentar explicar.

quando a gente nasce, os planetas todos estão lá, cada um numa determinada posição do zodíaco. só que eles são dinâmicos, eles caminham, cada um no seu passo e velocidade característicos, percorrendo os doze signos dentro de um certo tempo. sempre que cada planeta, na sua viagem pelo zodíaco, chega novamente ao mesmo ponto onde ele estava quando a gente nasceu, temos um retorno. o retorno da Lua se dá a cada mês, o do Sol, a cada ano - no dia do nosso aniversário. vivemos retornos de cada um dos planetas às vezes mais de uma vez durante a vida, menos de Netuno e Plutão, que são planetas muito lentos - Netuno leva 168 anos prá dar uma volta inteira pelo zodíaco, e Plutão, 248, e ninguém vive tanto. Saturno leva em média 28 anos. é portanto comum que se vivencie dois, até mesmo três retornos de Saturno ao longo da vida.

mas o que isso significa, afinal? a grosso modo, sem querer entrar em detalhes de como funcionam os aspectos planetários, podemos dizer que cada retorno tende a potencializar o simbolismo daquele planeta em nós. sentimos a sua influência bastante amplificada. Saturno, por exemplo, é um planeta de estruturas. é ele quem organiza, quem dá forma, arcabouço, é ele quem cristaliza e torna real. portanto, a cada vez que Saturno voltar à mesma posição em que ele estava no momento do nosso nascimento, vamos sentir um impulso muito forte para criar estruturas, para cair na real e dar uma organizada na vida. isso muitas vezes não é consciente, mas vêm na forma de acontecimentos que forçam a gente a tomar esse tipo de resolução, muitas vezes a contragosto. é muito comum que nós encaremos esses acontecimentos como verdadeiras crises, e que até procuremos resistir com medo de perder aquilo que já conquistamos e que nos é tão confortável.

no primeiro Retorno, que como eu já disse acontece em média entre os 27-29 anos, somos forçados de uma forma muito peculiar a encarar certas "verdades" da vida. eu costumo dizer que é depois do Retorno de Saturno que se vira "gente". como Saturno é um planeta ligado ao elemento Terra, ou a tudo aquilo que mantém ligados ao plano físico, é comum aparecerem as crises que nos obrigam a manter os pés no chão. o povo que vive com a cabeça nas nuvens tende a sofrer consideravelmente durante essa fase, os dependentes de algo/alguém que faça o papel de papai ou mamãe também. no Retorno tomamos consciência de certas ilusões que até então pareciam muito reais. insegurança, medo, reais ou infundados, vêm à tona. comeca uma série de questionamentos a respeito do nosso lugar no mundo, a respeito do que realmente queremos para nós mesmos, a nível de estrutura, material ou emocional. é aqui que os famigerados "sonhos de juventude" viram fumaça. é aqui que sentimos que precisamos "ser alguém", amadurecer, pois afinal a ameaça do tempo se estende sobre nós como uma nuvem negra. é no Retorno que muita gente passa uma crise braba em casa e se vê forçado a parar de depender da família (ou do marido) para continuar existindo; é no Retorno que muitos relacionamentos acabam porque de repente passamos a enxergar uma outra realidade, seja na pessoa com a qual nos relacionamos ou na própria relação em si; é no Retorno que muitas vezes nos vemos diante de uma situação que nos obriga a uma total reformulação de hábitos e valores em prol de algo maior e mais importante. a palavra-chave para o momento é responsabilidade. e porque responsabilidade tende a tolher, restringir, a nos roubar o direito de fazer o que queremos na hora em que temos vontade, Saturno é encarado como um elefante que senta em cima da gente e não nos deixa respirar. mas quando o elefante resolve sair de cima, acreditem, a gente se vê diferente, mais seguros de nós mesmos, mais maduros e centrados.

quando a gente é adolescente, sonha com os 20 como se fosse a melhor coisa do mundo. como se aquela fase representasse tudo o que a gente sonha em matéria de realização e segurança. e é frustrante perceber que, em geral, não é. nos primeiros anos continuamos tão frustrados e com tantos questionamntos como qualquer adolescente. vivemos o conflito de que não somos mais teens mas por dentro nos sentimos (e até continuamos a nos comportar) como se ainda fôssemos. isso tudo gera um desconforto, pois não sabemos se é anormal continuar nos sentindo e comportando daquele jeito. as coisas começam a mudar um pouco de foco quando o Retorno de Saturno se aproxima, e na época exata do retorno, a gente começa a se cobrar tudo o que sonhávamos realizar quando estivéssemos na casa dos 20 e não aconteceu. eu tinha acabado de completar 29 anos quando meu Saturno voltou. não me lembro de ter ficado particularmente deprimida (afinal, já conhecia essa face de Saturno, tive depressão crônica desde a infância), mas o conflito idade versus realização profissional ficou muito contundente. eu me via com quase 30 anos, formada em moda, 10 anos de teatro nas costas e uma banda de dark folk, mas não tinha nada, não havia construído nada com todo aquele background. resolvi então dar uma "forma" pra tudo o que sabia e voltar prá faculdade de artes, que abandonara aos 21 anos por não saber se queria realmente aquilo (queria), e comecei a estudar para o vestibular da Uerj, já que não tinha mais papai pagando a facul particular, como da primeira vez. foi o ponto de partida para me sentir mais integrada na minha realidade e para começar a perceber quem eu era de verdade, qual era o meu caminho na vida. a partir daí comecei a me sentir mais segura a respeito das coisas que queria. claro que virei a mesa quando mal havia começado a carreira no magistério e a me sentir "alguém", causando uma série de outros desconfortos, mas isso já é uma outra história.

aos que estão vivendo, ou prestes a viver o Retorno de Saturno, eu digo vai passar. e que depois tudo fica melhor (se não melhorarem, é porque você não conseguiu deixar prá trás aquilo que precisava ir). você vai começar a olhar o mundo por trás de outras lentes, menos coloridas, é verdade, porém, mais reais.

comece fazendo uma lista de todos os seus medos e inseguranças. depois reflita sobre cada um deles, em como eles nasceram, e de onde. pense no que você pode fazer para não ter mais medo. pense em situações passadas de invulnerabilidade e insegurança e no que você fez para superá-las (correr não vale.) se você é ligado a artes ou artesanato, procure trabalhar em objetos tridimensionais. molde barro. crie estruturas, maquetes, coisas que precisem de uma solução para ficarem de pé. quando esse tipo de energia planetária se manifesta em nós, a grande sacada é trabalhar com ela, não fugir dela. organize-se, trabalhe, defina metas. construa, cristalize. não é tempo de desperdícios ou de viver irresponsavelmente, nem de bancar o bebê chorão. você pode perceber que as coisas vão caminhando meio lentamente, mas o que vem sob a influência de Saturno, vem para ficar. abrace a oportunidade.

a bela imagem acima, que ilustra bem o que o Retorno de Saturno significa, é da autoria de Powel Jonca, de quem não encontrei nada sobre na internet.

ando com a energia muito, muito em baixa. quase duas semanas com ataques de alergia, graças a um bagulho que meu marido comprou para espantar moscas - desde que o back porch foi abaixo, não posso fritar um ovo sem que milhares delas invadam a casa. pendura-se o negócio, e ele emana uns vapores mortíferos, que are supposed to be imperceptíveis para os humanos e animais. não foi para mim, parece. não tive outra alternativa a não ser livrar a casa do objeto de terror. estava vendo a hora de cair dura no chão da cozinha, envenenada por um mata-moscas.

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mas esse trânsito de Netuno sobre o meu sol está me deixando bem desvitalizada. e olha que é um chamado trânsito "benéfico". mais ou menos eu sabia que ia me sentir desse jeito, mas não fiz muita coisa prá neutralizar o bagulho. eu não sou uma astrology freak, aquele tipo que não põe o pé prá fora da cama sem antes consultar os astros. acho mais saudável deixar as coisas seguirem o seu fluxo. só olho mesmo o céu quando começo a perceber "padrões" nas coisas, prá buscar uma explicação, ou antes de tomar alguma decisão importante prá saber se a energia do momento é favorável.

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isso aí embaixo me deixou felizona.


"Estive profundamente envolvido em certos comitês e programas de pesquisa com cientistas muito confiáveis e várias pessoas da inteligência que sabem da verdadeira história e não hesito em falar sobre isto. Nós temos sido visitados." Perguntado se as visitas são regulares, ou acidentais, ele respondeu "há alguns contatos acontecendo. Não sei dizer ao certo pois não é minha área de interesse. Mas o fato de que temos sido visitados, que o Caso Roswell é real e que um número de outros contatos foram reais e ainda acontecem é bastante conhecido por pessoas como eu que foram informadas e acompanham os casos de perto."

Extrato do excelente Saindo da Matrix.

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é claro que tem muita gente que não acredita. eu sempre achei um absurdo total que nesse universo todo só existisse um planeta habitado, e ainda por cima o nosso, de uma humanidade tão atrasada e primitiva em certos aspectos que às vezes me dá vontade de rezar prá ser abduzida. as evidências são tantas que não dá prá levantar pelo menos uma reflexão sobre o assunto. agora eu tô duvidando um pouco de que o governo americano vá realmente abrir parte de seus arquivos. jogar a verdade na cara da humanidade significaria uma mudança extra-radical que afetaria todo o status quo. e tá bom que as grandes coorporações vão querer abrir mão de perder o domínio sobre as mentes... sem contar que a maioria das pessoas ainda prefere descansar no seu sono milenar e acreditar que estão muito bem, obrigada, e que não precisam mexer o traseiro para ver as coisas mudarem.

eu sinceramente acho muito melhor que a verdade sobre os UFOS e extra-terrestres venha à tona, que sistemas caiam, que gente se suicide por reconhecer que aquilo em que acreditaram a vida inteira era falso, do que ver a humanidade sendo devastada por catástrofes coletivas - que tem sido infelizmente o meio mais eficiente de fazer as pessoas se sentirem "incomodadas"...

e então, tivemos um reveillon tranquilo, e isso basta. um super jantar de sushi, e cervejinhas em casa depois. e 2008 começou com neve na janela. perfect.

não sou de resoluções de ano novo, acho que mudanças podem, e devem, acontecer toda hora, o tempo todo. mas esse ano, por uma força obscura, resolvi tentar. a primeira é a famigerada dieta, já que é imperioso que eu perca os diversos pounds ganhos desde o Thanksgiving. o segundo é desenvolver estratégias para ser mais organizada, e fazer primeiro as coisas primeiras. o terceiro é começar a ganhar dinheiro de verdade, e como o ano começou com pedidos na minha caixa de email, tem que ser um bom sinal. o quarto é começar a pôr em prática uns projetos profissionais, um dos quais de caráter filantrópico.

dizem nos meios astrológicos que 2008 é um ano de Marte. não compactuo com essa coisa de dar regência de planetas aos anos, mas mesmo assim, meus votos é de que possamos desenvolver nossas melhores qualidades marcianas - vontade, energia, capacidade de lutar pelo que acreditamos - pela consciência de que, como disse Gandhi, é preciso que sejamos a mudança que queremos ver no mundo.

e que 2008 seja um tempo de bençãos para todos nós.

"É melhor ser violento, se existir violência em nossos corações, do que colocar a capa de não-violência para cobrir impotência." Mahatma Gandhi


ando tentando atualizar isso aqui a dias, e falhando miseravelmente. assunto para falar às vezes não falta, o problema é a procrastinação. umas das minhas doenças crônicas, diga-se de passagem.

mas como a vários dias o assunto "Plutão" tem rendido, principalmente nos círculos astrológicos, do qual eu faço parte de forma velada, melhor escrever sobre antes que esgote e vire assunto velho.

prá começo de conversa, é necessário dizer que os mapas astrais por aí continuarão os mesmos, cada qual com seus devidos Plutões. não são algumas dúzias de cientistas que determinam como a astrologia funciona, pobres deles. primeiro que a astrologia trabalha com símbolos, arquétipos, não com as tais "influências" planetárias. é algo mais transcendente. Plutão não sumiu do sistema, ele continua lá firme e forte, já se foram décadas de estudo e observação de seus sinais no nosso comportamento aqui embaixo.

e depois, Sol e Lua não são planetas, mas são usados em astrologia e têm uma força enorme. mais fraquinhos, mas também usados por muitos astrólogos, são alguns asteróides, dentre os quais Quíron é o mais célebre. não os uso por achar que ainda não foram suficiente estudados, mas deve fazer sentido prá quem usa. afinal, astrologia não é receita de bolo; apesar de ter sua técnica, tem muito de arte, e cada um usa os instrumentos que melhor lhe convém.

enquanto tivermos infernos, porões escuros e sombras na alma, Plutão estará lá. enquanto tivermos medos inconfessos e tesouros enterrados, desejo de poder e pulsão de morte. enquanto houver transmutação, enquanto precisarmos de grandes perdas para nos descobrirmos um pouco mais seres humanos. tudo isso é meio assustador, mas é parte do que somos. não pode haver crescimento interior enquanto banirmos nossos Plutões particulares de nosso microcosmo, ou fingirmos que ele não está mais lá, que é só um planeta-anão e perdeu a importância.

eu paricularmente, sou uma grande fã de Plutão. vivo inteiramente a minha lua escorpiana, com todos os tormentos e poderes que ela me traz, e tenho uma capacidade de regeneração que apenas o deus das profundezas poderia me presentear. engraçado que às vezes só me dou conta disso quando ouço alguém elogiar minha coragem em fazer certas coisas, ou sobreviver a certas coisas. fácil não é, mas talvez a consciência do quanto é necessário morrer de vez em quando me impulsione. que Plutão seja louvado.

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