Labels: aquarela, astrologia, portfolio, zodiaque
wow, estou tão feliz com minha entrevista no Abbey on the Arts! muito obrigada a doce Christine por ser tão gentil e respeitosa. a versão traduzida para o português estará logo logo por aqui. por enquanto, fiquem com a versão original em inglês.
Labels: entrevistas, www
comecei essa semana uma série inspirada nos doze signos. o primeiro é Gêmeos (o meu!), que já está pronto (foto do processo aí embaixo.) estou agora trabalhando no signo de Escorpião. quando estiver pronto scaneio os dois e publico. minha intenção é dar a eles um certo feeling japonês, com rostos usando aquelas maquiagens de gueixa que eu adoro, e abstrações mais fluidas ao redor.
gosto muito de ter projetos diferentes em mãos, assim posso passar de um para outro conforme minha inspiração e disposição (muito gemininano isso...) e essas pinturas mais rápidas são uma ótima forma de exercício e definição de elementos estilísticos.
Labels: astrologia, uma pintura por dia, zodiaque
uma coisinha que acabei de notar no meu estudo, no caderninho de desenho: o triângulo apontado para baixo aponta exatamente para o ventre da figura de base da árvore. pro útero. olha que coisa mais linda: a manifestação do Divino Espírito na gestação de um ser vivo no plano físico (caramba, eu sou super sensível a essa coisa de gestação de bebês e maternidade e a ligação espiritual da coisa, me deu até vontade de chorar agora.) só isso já dá espaço para um outro trabalho diferente.
o Luís me deixou ainda a pouco um comentário muito lindo que eu acho que vale a pena responder em forma de post, mais tarde. Luís, obrigada. serviu igualmente como uma ajuda conceitual pra minha árvorezinha. outra bela idéia veio na forma de uma imagem maravilhosa que a querida Dee me mandou ontem, e que é parte do filme novo do Lars Von Trier, Antichrist:
Labels: Árvore da Vida, filmes, processo criativo
um dia antes de viajar eu estava meio obcecada com a Árvore da Vida. estava me sentindo meio bloqueada - talvez porque estivesse tão cansada e com os olhos doloridos e pesados. mas decidi começar uma pesquisazinha sobre o assunto, já que o meu conhecimento sobre árvores da vida é meio genérico. deu prá perceber o quão complexo é o mito, já que ele existe em praticamente tudo que é cultura desse mundo.
trabalhar com mitos é um campo meio traiçoeiro. quanto mais longe você vai no estudo, mais animado fica quando vê as coisas se desdobrando e se ligando à outras, especialmente dentro de você mesmo. as idéias começam a pipocar de todo canto e você acaba ficando frustrado porque é simplesmente impossível colocar tudo o que você imagina numa pintura. melhor ir com calma, começar pelo básico e ouvir sua voz interna.
a Árvore da Vida é basicamente uma metáfora para a forma como todas as criaturas vivas estão entrelaçadas e ligadas a essa grande rede chamada Universo. microcosmo e macrocosmo, céu e terra. olhando o meu tosco estudo, noto que a composição das figuras forma uma tríade - Virgem, Mãe e Anciã? - e que, além de não mostrarem os rostos, suas cabeças são quase que as pontas de um perfeito triângulo.
então eu adiciono outro triângulo, com a ponta virada para baixo. o Selo de Salomão, espírito e matéria, macrocosmo e microcosmo, assim em cima como embaixo. se eu tivesse planejado isso tudo não sairia tão perfeito.
então agora dá prá ver a loucura que é essa coisa de criar arte. por isso é que na maioria das vezes eu não entro em desespero quando me sinto bloqueada. eu sei que o próprio trabalho (?) vai acabar me apontando o que ele quer, e que as coisas cedo ou tarde acabam se encaixando.
agora eu tenho um problema. acabo de descobrir que a estrela de seis pontas apareceu no meu caderninho de desenho quando eu já tinha o lápis prontinho, no suporte definitivo. que as cabeças não estavam tão alinhadinhas, a simetria do triângulo não era a mesma. seria meio louco rejeitar o primeiro trabalho e começar outro, mais "dentro das regras" - mesmo porque, um segundo trabalho nunca é igual ao primeiro similar. pode ficar melhor, ou pior. eu não quero arriscar. fico com o primeirão, e aceito o desafio de criar uma solução pictórica que sugira, ou simule os triângulos.
outro problema: o "tronco da árvore" está ocupando mais de 60% da área da prancha (ou placa... tô achando que chamar de prancha cai melhor) de ilustração. ok, as três mulheres estão bacanas e tudo, a composição é atrativa o suficiente, mas é uma Árvore da Vida, tem que ter uma grande e luxuriante copa.
a solução vem na forma de quadrinhos adicionais, um no topo e e um de cada lado. gosto da idéia, vai ficar parecendo um "joguinho" de quadros, parecido com um tríptico, só que com mais de 3 painéis. e, em cada painel, que tal representar um dos quatro elementos, ou as quatro estações? as quatro estações são um símbolo perfeito para o próprio ciclo da vida.
dou uma olhada em imagens de Árvore da Vida pela web. encontro muitas com galhos em forma de espirais. eu pinto um bocado de espirais, mas eu queria algo diferente, já que espirais parecem ser um tipo de clichê árvoredavidiano. é preciso fugir dos clichês sempre que possível. but... espirais são símbolos de vida! eles representam ciclos, evolução, fertilidade. o espiral é uma das representações mais antigas do poder da Deusa. meu herói, o Klimt, certamente sabia o que estava fazendo quando pintou sua famosa e fantástica Árvore da Vida. como é que eu posso fugir disso?
só que eu quero mais em cada um dos painéis. quero mais símbolos, não somente pássaros, peixes (peixes na árvore, sim. adoro peixes em lugares inusitados.) e outros bichinhos. estou agora explorando um pouquinho de Cabalah e tentando achar relações com a árvore da vida cabalística e a minha. não sei nada de Cabalah e nunca tirei um tempo prá estudar, então acho que pelo menos agora tenho uma boa desculpa para começar a entender um pouquinho.
Labels: Árvore da Vida, insights, processo criativo
voltei.
a semana que passou se foi numa rapidez incrível. pensei que ia descansar e criar, mas que nada: meu marido estava escalado para pintar as salas de estar e jantar dos meus sogros, e eu, claro fui ajudar. mesmo com esse problema de lombalgia horroroso que não me deixa fazer muito esforço físico. mas eu fiquei com uma pena danada do coitado, fazendo tudo sozinho. e claro, não resisti à tinta e aos rolos. porque eu curto pintar paredes, principalmente quando estão fadadas a serem coloridas.
enquanto isso, a casa aqui está mergulhada no caos eterno. marido fazendo reformas e consertos cabeludos aqui e ali. tudo fora de lugar. minha área de trabalho agora funciona num canto da sala de jantar, que se transformou também (provisoriamente) em depósito de tralhas-esperando-por-um-lugar-para-serem-colocadas. e eu, cada vez mais pegando ó-d-i-o de objetos e móveis. até entendo o fetiche que a maioria das pessoas tem por objetos, mas eu pareço estar cada vez mais achando inútil ficar acumulando coisas cuja única função é apenas serem vistas. fiquei horrorizada, por exemplo, com a quantidade de troços inúteis que minha sogra tem, e que só servem para encher armários e cristaleiras, igualmente inúteis. levou mais tempo tirar tudo de lugar, embrulhar cada peça quebrável em folhas de jornal intermináveis, mover e proteger os móveis, do que a pintura propriamente dita.
tenho uns dois desenhos a lápis para serem aquarelados e idéias de projetos menores. a Árvore da Vida está ficando cada vez mais "concreta", pelo menos no plano das idéias, e o trabalho vai acabar ficando maior do que eu pensei. estou ansiosa prá por a mão na massa. depois conto os insights que tive antes de viajar.
+
ah, sim!! ele está no novo livro do Mick Mercer, Music to Die For. orgulho grande.
Labels: casa
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial



