e então, tivemos um reveillon tranquilo, e isso basta. um super jantar de sushi, e cervejinhas em casa depois. e 2008 começou com neve na janela. perfect.
não sou de resoluções de ano novo, acho que mudanças podem, e devem, acontecer toda hora, o tempo todo. mas esse ano, por uma força obscura, resolvi tentar. a primeira é a famigerada dieta, já que é imperioso que eu perca os diversos pounds ganhos desde o Thanksgiving. o segundo é desenvolver estratégias para ser mais organizada, e fazer primeiro as coisas primeiras. o terceiro é começar a ganhar dinheiro de verdade, e como o ano começou com pedidos na minha caixa de email, tem que ser um bom sinal. o quarto é começar a pôr em prática uns projetos profissionais, um dos quais de caráter filantrópico.
dizem nos meios astrológicos que 2008 é um ano de Marte. não compactuo com essa coisa de dar regência de planetas aos anos, mas mesmo assim, meus votos é de que possamos desenvolver nossas melhores qualidades marcianas - vontade, energia, capacidade de lutar pelo que acreditamos - pela consciência de que, como disse Gandhi, é preciso que sejamos a mudança que queremos ver no mundo.
e que 2008 seja um tempo de bençãos para todos nós.
"É melhor ser violento, se existir violência em nossos corações, do que colocar a capa de não-violência para cobrir impotência." Mahatma Gandhi
Labels: astrologia, datas, vida
aqui na América, assim que o Thanksgiving Day se vai, os preparativos para o Natal começam num ritmo frenético. a tv inunda a sala com aqueles filmecos de Natal que eu odeio, 99% dos comerciais de tv vêm com uma hedionda trilha sonora natalina e eu constato com um certo vazio o quanto continuo indiferente à tudo isso . sempre tive sentimentos ambíguos em relação ao Natal. não compartilho da euforia geral, e o consumismo sem sentido e a onda de caridade de fim de ano - como se os pobres só aparecessem em época de Natal - me irritam. mas por outro lado, fico contente que haja, ao menos uma vez por ano, um tempo em que as pessoas pensem um pouco nos outros, um tempo de trocar e confraternizar.
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e desde o Thanksgiving não paro de comer besteira. a oferta de coisinhas que acalentam o espírito, como tortas, cookies e eggnog com whisky é mais forte do que se pode resistir. já engordei 1 quilo e meio nessa brincadeira. o que me faz mais uma no rol dos que incluem uma bela dieta em sua lista de ano novo. e eu, que estava tão contente por conseguir caber em um dos meus jeans pré-gravidez...
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eu sinto falta do fim de ano do Brasil, mesmo com o calorão. sinto falta de música alta, dos fogos e gente aparecendo em sua casa depois da meia noite prá filar um copo de vinho. é verdade que por aqui o Natal é mais "família" e tranquilo, coisa que muito me agrada, mas que também faz a melancolia da data parecer maior.
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meu marido, que adora decoração de Natal, fez planos de ter uma árvore natural na sala esse ano. não deu certo: além de não ter conseguido um suporte adequado para a árvore, descobriu-se alérgico. acabou comprando uma artificial, de ramos bem fininhos, e se divertiu recheando-a com os milhares de enfeites from Germany adquiridos nos últimos dez anos. o resultado foi uma árvore não-convencional, e você pode passar horas olhando para ela e descobrindo detalhes diferentes. pena não ter uma câmera que faça justiça, mas dá prá ter uma idéia do delicioso caos:





Labels: datas, natal, vida na América


meu amor, daqui a dois dias é seu aniversário, o seu primeiro. estou tão feliz e orgulhosa, maravilhada e agradecida pelo divino presente que é ter você aqui comigo. obrigada por ter me escolhido para te receber nessa Terra, obrigada por me dar a oportunidade de compartilhar do trabalho da criação, obrigada pelo seu sorriso todas as manhãs, que reforça ainda mais a minha crença de que este mundo tem jeito, sim.
sei que ainda tenho muito o que fazer, muito para aprender, mas o caminho não me assusta. tenho procurado fazer o meu melhor, mesmo pensando se não poderia fazer mais, mas acho que isso é coisa de mãe mesmo. sei que você tem crescido feliz, esperta, risonha, o que indica que talvez eu esteja no caminho certo. só peço a Deus e às entidades de luz que estejam sempre a meu lado, intuindo-me sobre o caminho correto a seguir.
você está quase andando sozinha, agora. falta muito pouco, e estou ansiosa pelo momento em que vou te ver se movendo sem minha ajuda. você também repete o que falamos, do seu jeito, é claro, e já mostra que tem personalidade forte, e até uma certa rebeldia - o que muito me orgulha, a propósito. não se esqueça nunca de que são os rebeldes que giram as rodas do mundo - os rebeldes e os que sonham. não se envergonhe nem se omita por ter suas próprias opiniões e seus sonhos.
ao contrário de muitos pais, que planejam e sonham coisas para seus filhos, eu não tenho coisas planejadas para você. não sonho com uma artista em casa, ou com uma band leader, uma beauty queen, uma psicóloga ou o que quer que seja. quero apenas que você seja uma pessoa honesta, verdadeira, que se preocupe com seus semelhantes e seu mundo, que aprenda a doar o que tem de bom e a ver o mundo como um lugar pleno de possibilidades, onde ser preto, branco, americano, brasileiro ou paquistanês não signica muita coisa além de meras definições numa certidão de nascimento. é claro que vou te ensinar o que sei. vou te ensinar a ler os símbolos, as estrelas, te contar como a natureza funciona e como Deus conversa conosco. e se um dia você decidir que tudo isso é uma grande bobagem, também não tem problema. mas isso tudo é assunto pro futuro - porque por enquanto eu não quero mais do que ver você comendo as suas refeições direitinho e sentir os seus bracinhos me agarrando.
feliz aniversário, meu duendezinho.
PS.: essa música tão linda, de uma banda que eu adoro chamada Chandeen, ouvi muito nos dias que antecederam a minha vinda para cá. foi uma coisa meio profética, acho. a letra é muito simples, mas é tão você... I hope you enjoy life today, and I know you will enjoy é tão sagitariano, é tudo o que eu mais vejo em você. sem contar o próprio título da canção, Fire and Water: exatamente os elementos que te regem. o amor e a compaixão da água, a coragem e força do fogo. essa é você, Isobel.
everything will be on your side
humans and animals, flowers and trees,
fire and water.
Labels: Isobel

esta semana, navegando pelo MySpace, mui fortuitamente encontrei a página da artista americana Marie White. Marie é a criadora do Mary-el Tarot, um deck absolutamente lindo, riquíssmo, e muito, muito bem planejado em seus mínimos detalhes.em seu site, Marie explica o simbolismo de cada carta de acordo com sua concepção, e prova não ser apenas uma artista de grande sensibilidade e talento, mas uma verdadeira - e rara - visionária. virei fã da Marie automaticamente e adicionei-a na minha lista de amigos. tenho visto muitos baralhos de simbolismo pobre, onde o artista visivelmente não se preocupou em estudar as cartas e desenvolvê-las com o devido cuidado; o Mary-el Tarot é um achado, portanto. agora aguardo a publicação do deck.
Labels: arte, espiritualismo, tarot
acabo de assistir a um filme chamado "Minha vida sem mim". fiquei com um peso no coração.
uma pessoa que já morreu de repente estava lá de novo, e se confundiu comigo, e até esse momento tenho tentado fugir.
Labels: filmes, introspectivas

fui selecionada como "Artist of the Day" da Elfwood, galeria online de fantasy art. por isso, hoje estou lá em destaque na primeira página do site.
a Elfwood é uma das únicas galerias da web que não baniu meus desenhos por causa dos peitinhos. e olha que eles tem um massivo fluxo de crianças e adolescentes visitando o site.
Labels: internet, my artwork
estou triste. a Cecília, nossa única árvore, vai ter que ser derrubada daqui a umas duas semanas. uma parte dela está fissurada, podendo cair na propriedade vizinha e fazer um estrago de proporções consideráveis. e se apenas a parte fissurada for cortada, o restante não será forte o suficiente para resistir. o que pode significar uma rua inteira sem luz e telefone num dia de vento forte.
vai ser duro olhar para fora e não ver mais os galhos e folhas que me dão tanta sensação de acolhimento e conforto. não ter mais onde procurar ninhos de passarinhos na primavera.
a casa onde vivemos é antiga. foi comprada no fim dos anos 80 por meu marido e sua primeira esposa, e tinha, na época, mais umas três árvores no quintal. só que o ex-sogro-babaca do meu marido não gostava de árvores e tomou a decisão arbitrária de derrubar as coitadas. prá mim, matar árvore é mais ou menos como matar gente. não sei como a Cecília sobreviveu. talvez por ter um espírito forte, sabe-se lá.
já tínhamos planos de plantar novas árvores, e devemos fazer isso quem sabe na próxima primavera. pois algo precisa ser feito para superar a sensação de desolamento que a velha Cecilia deixará quando se for.
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