a exposição foi boa; não perfeita, nem o que eu esperava, mas valeu a pena, mesmo assim. mesmo que as vendas não tenham sido lá grande coisa (nem eu esperei que fossem, e aliás nem era essa a minha intenção) deu prá ficar um pouco mais conhecida fora da net e ver ao vivo as reações das pessoas ao se depararem frente a frente com meus rabiscos. beautiful.


Lexington Pagan Pride DayLexington Pagan Pride Day
Lexington Pagan Pride DayLexington Pagan Pride Day

o evento foi sensacional. mesmo que não tenha dado prá interagir muito, ou participar de workshops, saí de lá energizada. fantásticos, o lugar e as pessoas. a Belle também se divertiu. ano que vem estarei lá novamente, não só como artista como também como parte da equipe organizadora - e, se meu inglês deixar, liderando um workshop de astro. e eu tenho um problema crônico de não tirar fotos quando devo.

Lexington Pagan Pride DayLexington Pagan Pride Day


eu quero morar em Lexington.


dia 22 eu exponho no evento de comemoração do Pagan Pride Day , em Lexington - cidade na qual tenho ambicionado morar ultimamente. é a primeira vez que exponho meus desenhos, já que no Brasil eu não cheguei a trabalhar formalmente com ilustração.

estou aqui às voltas com molduras e matting boards, aprendendo. jamais pensei em expôr, já que meu trabalho não é especialmente direcionado para esse fim, mas já que a oportunidade surgiu, justamente num evento tudo a ver, porquê não aproveitar?

não sou propriamente pagã, apesar de ter praticado wicca por 2 anos, sozinha e em coven, uma época que me deixou muitas saudades. me sinto em casa com o paganismo, muitos dos meus temas são pagãos, mas na verdade prefiro não me rotular. minhas crenças pessoais são uma miscelânea de várias coisas com as quais me sinto feliz e que funcionam muito bem para minha vida.

vai ter Pagan Pride Day no Brasil também: em São Paulo, Rio e Porto Alegre.

foram 50 dias no Brasil, 50 dias que mudaram muita coisa. não consegui realizar muitas das minhas pendências burocráticas, nem vi todas as pessoas que quis, nem fui à festa que queria. mas ri, comi feijoada e bolo de aipim, descobri lados das pessoas que não havia reparado antes, e amei. muito e em silêncio, como é bem típico de mim.

ainda estou em estado de choque emocional, num banzo que nunca havia sentido. mas é preciso tocar a vida. tenho menos de um mês prá organizar uma exposição, casa e filha prá cuidar, os malabarismos típicos das mulheres, enfim. afinal, quem viaja com um bebê hiper-ativo de oito meses de idade, em 3 vôos, por 16 horas seguidas, consegue fazer qualquer coisa.

...deveria ser o título desse blog, já que tenho vindo aqui mui raramente, limpo as teias de aranha, dou uma desculpa e desapareço. mas a verdade é que nos últimos meses não tenho tido lá muito ânimo prá escrever, apesar de ter assunto. não vou fechar o blog, mas vou esperar uma fase mais fértil. o que não quer dizer que não possa aparecer por aqui se aparecer uma inspiraçãozinha de última hora.

por hora, vou ali tirar umas férias e já volto.



...todas aquelas que perceberam que o verdadeiro poder do feminino consiste em deixar fluir o sopro da criação divina dentro de si mesmas, aprendendo o amor em sua forma mais sublime.

Feliz Dia das Mães.

ando bem sumida porque o tempo prá escrever é pouquinho. são raros os momentos para mim mesma, em que posso me dar ao luxo de fazer coisas outras que não cuidar de criança. até que vou tentando, mas nem sempre dá. fica difícil relaxar e manter a concentração. desenhar então, tem sido um problema. fui convidada prá expôr e preciso produzir umas coisas novas. tinha estabelecido uma meta de duas horas diárias (olha que é pouquíssimo), mas nem isso tô conseguindo. vida de mãe é dura, viu (mas é uma delícia se emocionar com qualquer mensagenzinha besta de Dia das Mães, ah, se é...).

prá piorar baguncei o template e tive que colocar esse genérico aí. sumiram os links pros meus blogs favoritos e o banner do Flickr. dou um jeito depois. mesmo que esse depois signifique daqui a mais uns dois meses.

e Feliz Dia das Mães prá nós!

anjos

como espiritualista, não acredito na morte. morte no sentido de aniquilamento, fim, vazio. para mim, tudo no universo é dinâmico, tudo é vida, transformação, movimento. não vejo sentido em tanta perfeição e beleza nos seres humanos e no universo se o único propósito é o fim irremediável.

acredito que a existência material é só uma gota na vastidão oceânica da vida. mas ficamos tão embotados, tão iludidos por esse momento que esquecemos que há muito mais a descobrir e fazer, que nos limitamos ao papel de carcaças ambulantes que falam e andam. que desperdício: somos tão mais especiais, somos eternos. não nos damos conta de que nosso compromisso é com a felicidade e só cabe a nós avançar ou entravar essa marcha. nesse caminhar, somos professores e aprendizes. e nada se desperdiça, nenhuma lágrima, nenhum riso, nenhuma vida, por curta que seja.

tudo o que se fala sobre o amor é teoria e distorção. nossa linguagem é a do grotesco, do feio, do trágico: só desta forma as fibras do coração vibram e a mente comprende. pena. o amor continue sendo um ilustre desconhecido, apesar de cantado aos quatro ventos. o Cristo sabia disso quando se ofereceu em sacrifício no Calvário, ele sabia que seu sangue derramnado seria o perfeito porta-voz de sua mensagem para as gerações futuras. se tivesse vivido noventa anos, casado, tido filhos e criado cabras calmamente até o fim de sua vida, muito provavelmente não passaria de uma simpática figura histórica pouco importante - ou até mesmo de uma lenda. é uma pena que não enxerguemos as coisas com olhos de ver.

eu gosto de pensar no pequeno João Hélio como um desses espíritos que de vez em quando vêm à matéria nos mostrar coisas, fazer com que nossos corações acordem para certas verdades. sacrificam-se em prol de um objetivo maior. pois não é possível que o ocorrido se torne apenas mais um na lista dos inúmeros casos de barbarismo que vêm ocorrendo no Rio nos últimos anos. não é possível que a população e os governos continuem em seu estado letárgico, apenas se acomodando, buscando pequenos paliativos enquanto o mal cria raízes cada vez mais fortes. se este alerta não for aproveitado, não sei mais o que poderá ser.

segundo email enviado pela minha querida Hel, uma campanha iniciada a partir de matéria da revista Veja abriu espaço para reflexão e ação. e vale a pena uma visita ao site euvoufazeralgo.com.br para saber como contribuir através de pequenas ações. hora de deixar o egoísmo de lado e pensar mais no que temos feito pela sociedade da qual fazemos parte, pois todos nós pagamos o preço.

Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial