sogra chegou super animada para fazermos comprinhas para a casa, amanhã. pena, mas não compartilho do mesmo grau de entusiasmo. tudo porque, depois de alguma insistência em fazer melhorias no mood geral da casa e ter minhas idéias categoricamente rejeitadas pelo marido, perdi completamente o ânimo.

eu não sei o que comprar. não fiz planos. dei uma olhadinha em alguns blogs de decoração, e tudo o que consegui foi a certeza de que não quero a casa parecendo tão perfeita e asséptica. coisas muito combinadinhas me parecem neuróticas demais. e tem também essa sensação de desprendimento que venho experimentando nas últimas semanas, que para mim é completamente nova e fascinante. quero me livrar do supérfluo, não me cercar de nada que não seja realmente útil ou que me faça viver com mais leveza.

só sei que quero tapetes, plantas, almofadas e velas grandes e coloridas.

ando com a energia muito, muito em baixa. quase duas semanas com ataques de alergia, graças a um bagulho que meu marido comprou para espantar moscas - desde que o back porch foi abaixo, não posso fritar um ovo sem que milhares delas invadam a casa. pendura-se o negócio, e ele emana uns vapores mortíferos, que are supposed to be imperceptíveis para os humanos e animais. não foi para mim, parece. não tive outra alternativa a não ser livrar a casa do objeto de terror. estava vendo a hora de cair dura no chão da cozinha, envenenada por um mata-moscas.

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mas esse trânsito de Netuno sobre o meu sol está me deixando bem desvitalizada. e olha que é um chamado trânsito "benéfico". mais ou menos eu sabia que ia me sentir desse jeito, mas não fiz muita coisa prá neutralizar o bagulho. eu não sou uma astrology freak, aquele tipo que não põe o pé prá fora da cama sem antes consultar os astros. acho mais saudável deixar as coisas seguirem o seu fluxo. só olho mesmo o céu quando começo a perceber "padrões" nas coisas, prá buscar uma explicação, ou antes de tomar alguma decisão importante prá saber se a energia do momento é favorável.

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isso aí embaixo me deixou felizona.


"Estive profundamente envolvido em certos comitês e programas de pesquisa com cientistas muito confiáveis e várias pessoas da inteligência que sabem da verdadeira história e não hesito em falar sobre isto. Nós temos sido visitados." Perguntado se as visitas são regulares, ou acidentais, ele respondeu "há alguns contatos acontecendo. Não sei dizer ao certo pois não é minha área de interesse. Mas o fato de que temos sido visitados, que o Caso Roswell é real e que um número de outros contatos foram reais e ainda acontecem é bastante conhecido por pessoas como eu que foram informadas e acompanham os casos de perto."

Extrato do excelente Saindo da Matrix.

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é claro que tem muita gente que não acredita. eu sempre achei um absurdo total que nesse universo todo só existisse um planeta habitado, e ainda por cima o nosso, de uma humanidade tão atrasada e primitiva em certos aspectos que às vezes me dá vontade de rezar prá ser abduzida. as evidências são tantas que não dá prá levantar pelo menos uma reflexão sobre o assunto. agora eu tô duvidando um pouco de que o governo americano vá realmente abrir parte de seus arquivos. jogar a verdade na cara da humanidade significaria uma mudança extra-radical que afetaria todo o status quo. e tá bom que as grandes coorporações vão querer abrir mão de perder o domínio sobre as mentes... sem contar que a maioria das pessoas ainda prefere descansar no seu sono milenar e acreditar que estão muito bem, obrigada, e que não precisam mexer o traseiro para ver as coisas mudarem.

eu sinceramente acho muito melhor que a verdade sobre os UFOS e extra-terrestres venha à tona, que sistemas caiam, que gente se suicide por reconhecer que aquilo em que acreditaram a vida inteira era falso, do que ver a humanidade sendo devastada por catástrofes coletivas - que tem sido infelizmente o meio mais eficiente de fazer as pessoas se sentirem "incomodadas"...

já a várias semanas venho pensando em deletar o blog. afinal, não consigo mesmo me organizar para vir aqui escrever o que quer que seja. são muitas as coisinhas do dia-a-dia, sempre muito corrido, curto, chorado. mas vez ou outra me pego elaborando textos na cabeça ou pensando em coisas que gostaria de dizer. daí que não dá prá deletar blog nenhum, pois mesmo no meio do caos é preciso dar uma escapulida, ainda que rara. então, usei a estratégia de mudar o visual para incentivar a frequência. taí, girassóis. outra das coisas que me fazem sorrir largo e brilhar os olhos.

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agora tem conexão wi-fi aqui em casa. dá prá carregar o laptop prá tudo que é canto e navegar enquanto se lava a louça, faz o almoço ou olha a pequena brincar no quintal. não tem coisa melhor, e temos nos perguntado todos os dias como conseguimos viver sem isso todo esse tempo.

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e graças a tal conexão, agora mais rápida, descobrimos finalmente qual a graça toda do Youtube. porque antigamente era preciso esperar carregar o vídeo por uns minutos, e só então assistir. um saco total, peguei até uma certa bronca do Youtube. agora me delicio descobrindo quanta coisa legal tem ali prá se ver, e não são só vídeos de música, não. descobri um milhão de videos de astrologia e tarot, palestras espíritas, e, glória das glórias, TODOS os episódios de Candy Candy, meu desenho preferido no início da minha adolescência e, sem exagero nenhum, melhor lembrança da dita cuja. é em espanhol, mas dá prá entender. delícia.

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mas o melhor de tudo mesmo foi ter finalmente visto o trailer de Watchmen, que ando esperando há séculos. fiquei emocionada. Watchmen é uma das melhores coisas que já li na vida, sou fã incondicional. e fico feliz em ver que, ao que parece, a história está sendo tratada com o respeito que merece. aqui estréia em março. mal posso esperar.

aqui chove, e eu sem muito prá falar. pelo menos verbalmente, porque a cabeça e o coração, estão, como sempre, transbordando. cenas e cores e idéias. tantas idéias que não cabem numa única encarnação.

sei que ando trabalhando bastante, às vezes até tarde, o que me deixa um verdadeiro bagaço no dia seguinte. eu preciso dormir bem prá ser feliz e produtiva no dia seguinte. e principalmente para segurar a onda de ter uma toddler hiperativa em casa. porque a pequena, senhores, é um mini terremoto de 9 graus na escala Richter. engraçado ter saído tão diferente dos pais. eu e meu marido somos bem calminhos (pelo menos por fora) e introspectivos. há dias em que sinto a necessidade absoluta de uma babá, mas enquanto não tenho deadlines com um bom dinheirinho envolvido, não acho que vá valer a pena procurar uma.

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não contei que o espírito da Britney Spears baixou em mim há duas semanas atrás e resolvi passar a tesoura no cabelo myself. nem precisa dizer que foi uma catástrofe. sorte que a moça do salão conseguiu fazer um milagre e restituir a integridade da minha pobre cabeleira. ficou um defeitinho do lado esquerdo, atrás da orelha, mas nada sério. esses impulsos precisam ser contidos.

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também tive que trocar os óculos. mas ainda não tenho certeza se a mudança de grau foi a ideal, ou se estou com problemas com certos tipos de luminosidade, pois às vezes, quando desenho, tenho a impressão de estar vendo tudo meio fora de foco. ainda não sei. sempre que preciso trocar os óculos, é o mesmo drama há anos. os médicos nunca acertam comigo de cara, e lá vou eu refazer os óculos novinhos. um saco. e eu sinceramente acho que, aos 37 anos, preciso mesmo é de bifocais.

os óculos novos.

ao que tudo indica, o mais novo grande desafio da minha vida é fazer minha filha largar a mamadeira.

com quase 1 ano e meio de idade, ela ainda é apegadíssima às ditas cujas como qualquer bebezinho. mamadeira acalma, pára as crises de pirraça, faz dormir. muito conveniente para as mães exaustas, como eu. confesso que estava esperando a natureza agir e, com o fim da fase oral, ela simplesmente cansar das garrafinhas. mas o médico recomendou acabar com o hábito já - mamadeira faz muito mal aos dentes, e quanto mais tempo se persiste no hábito, mais difícil é abandoná-lo. tudo indica que esse será o primeiro grande trauma da vida dela. e eu, como toda mãe, embora saiba que lidar com frustrações desde cedo é importantíssimo, gostaria de tornar essa transição a mais suave possível . minha estratégia é ir tirando, gradualmente, cada uma das mamadeiras do dia, começando pelas emocionalmente menos importantes até as mais dramáticas (como a de antes de dormir...). alguma dica?

recebi hoje por email, de pessoa sábia e super cute. eu adoro o Gibran, e concordo com cada vírgula desse texto. compartilho, pois.

DO TRABALHO

Depois, um operário pediu-lhe: Fala-nos do trabalho.
E ele respondeu:
Vós trabalhais para acompanhar o ritmo da terra e da alma da terra.
Pois estar ocioso é tornar-se estranho às estações e sair da procissão da vida que caminha com majestade e orgulhosa submissão, rumo ao infinito.

Quando trabalhais, sois como uma flauta, e no coração dessa flauta o murmúrio das horas transforma-se em música.
Quem de entre vós quereria ser uma cana muda e silenciosa, quando tudo ao redor canta em uníssono?
Sempre vos foi dito que o trabalho é uma maldição e o labor um infortúnio.
Mas eu vos digo que, ao trabalhar, acumulais um fragmento do sonho último da terra que vos foi atribuído quando esse sonho nasceu,
e é quando vos ligais ao trabalho que verdadeiramente amais a vida.
Amar a vida pelo trabalho é ter intimidade com o segredo mais íntimo da vida.

Mas se, na vossa dor, chamais aflição ao nascimento e à manutenção da carne uma maldição gravada sobre a vossa fronte, então respondo-vos que só o suor da vossa testa apagará o que aí estiver escrito.

Também vos foi dito que a vida são trevas e na vossa fadiga vos fazeis eco de tudo o que os cansados vos disseram.
E eu digo que sem movimento a vida é, com efeito, trevas
e que todo o movimento é cego sem o saber,
e que sem trabalho todo o saber é vão,
e que sem amor todo o trabalho é vazio,
e que, quando trabalhais com amor, vos ligais a vós mesmos, uns aos outros e a Deus.

E que significa trabalhar com amor?
É tecer o pano com fios arrancados do vosso coração, como se o vosso bem-amado se fosse enfeitar.
É construir uma casa com carinho, como se o vosso
bem-amado nela fosse habitar.
É semear com ternura os grãos e recolher a colheita com alegria, como se o vosso bem-amado lhe comesse o fruto.
É deixar em tudo quanto fazeis um sopro da vossa própria alma,
e saber que todos os mortos bem-aventurados estão à vossa volta a contemplar-vos.

Muitas vezes ouvi-vos dizer como que num sono: «O que trabalha o mármore e encontra na pedra forma da sua alma, é mais nobre que aquele que trabalha a terra.
« E o que pega no arco-íris e o estende na tela à imagem do homem é superior àquele que faz as sandálias para os nossos pés.»
Ora, em verdade vos digo, não a dormir, mas em plena vigília do meio-dia, que o vento não fala cor mais ternura aos carvalhos gigantes do que ao mais humilde rebento de erva;
e só é grande aquele que converte o rugir do vento num cântico que o seu próprio amor tornou mal suave.

O trabalho é o amor tornado visível.
E se não podeis trabalhar com amor, mas com tédio, melhor seria renunciar ao vosso trabalho, sentar-vos à porta do templo e solicitar a esmola daqueles que trabalham com alegria.
Pois se, com indiferença, fazeis o pão, o vosso pão será amargo e saciará apenas metade da fome do homem.
E se, a contragosto, esmagardes as uvas, a vossa aversão destilará veneno sobre o vinho.
E se cantais como cantam os anjos, mas sem amar o cântico, ensurdecereis os ouvidos dos homens às vozes do dia e às vozes da noite.

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os americanos não comemoram o dia do trabalho no primeiro de maio, como todo mundo. aqui é em setembro - chamado Labor Day. anti-comunista? que nada...

resolvi que vou fazer os headers representando coisas que eu gosto, que me fazem feliz. taí o primeiro da série: Cocteau Twins. uma das minhas bandas amadas e eternas.

e o template tá brabo de mudar. tô querendo sumir com aquele traço no meio da imagem e ainda não achei o código responsável pela façanha.

volto já.

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