sou o tipo de pessoa que acredita que a gente tem que passar pela vida contando apenas as bençãos. ainda que a parte onde os problemas e as dores seja maior.
mas está ficando muito claro para mim, agora, que está sim, na hora em que nós, humanos, comecemos a parar de nos ver no topo da cadeia alimentar e enxergamos os animais como irmãos menores que precisam de nosso auxílio para evoluir. pelo menos em nossa sociedade foi-se o tempo em que os meios de sobrevivência eram escassos e não tínhamos muita opções. hoje em dia temos supermercados abarrotados de coisas e alimentos frescos em qualquer época do ano à altura do braço.
bom, acho que o vídeo me deu o empurrãozinho que faltava, apesar de ter despedaçado o meu coração. não sei o que vai ser daqui prá frente, mas estou praticamente resolvida a abandonar a carne de vez. sei que vai ser um caminho difícil - mas afinal, se consegui me livrar completamente do hábito das carnes vermelhas, há esperança também para as brancas. e se você como eu também precisa de uma ajuda extra para seguir de vez a rota do vegetarianismo, tá aqui a primeira parte do vídeo. mas aviso de antemão, não é para corações fracos.
é curioso, e, dependendo da pessoa, decepcionante constatar como, numa relação interpessoal, a maioria das pessoas vê a outra apenas como um par de ouvidos ambulante. em cada dez pessoas que você conhece, entre amigos e familiares, com sorte você encontra umas duas pessoas que estão realmente interessadas no que você tem prá contar. às vezes nem isso.
Labels: introspectivas
- pense bem antes de comprar por impulso, ou só porque você não queria perder a liquidação, ou porque você resolveu acompanhar a amiga naquela loja de grife e não queria ficar por baixo saindo de lá de mãos vazias.
- sempre que puder, recicle. invente formas novas de se usar aqueles velhos móveis, ou aquela roupa que você já cansou mas que ainda está em bom estado. às vezes, certos objetos podem ganhar funções novas e se transformarem em outros totalmente inusitados.
- separe o seu lixo. orgânicos de um lado, recicláveis (latas, papéis) de outro. não dá trabalho.
- sempre que puder, valorize e prestigie a produção artesanal.
- todos os dias, permaneça no chuveiro cinco minutinhos a menos. procure reaproveitar a água para outros fins. não deixe as torneiras escorrendo. e pare de lavar a calçada com água limpa da torneira.
- deixe prá beber água engarrafada na rua, quando não há outra alternativa prá matar a sede. em casa valorize a água da torneira - devidamente filtrada, é claro.
- apague as luzes dos cômodos da casa onde não há ninguém no momento. substitua suas lâmpadas comuns pelas fluorescentes.
- reaproveite folhas de papéis usadas apenas de um lado fazendo, por exemplo, bloquinhos de notas ou rascunho. como eu sou desenhista e uso muito papel, geralmente aproveito o meu para estudos ou corto em quadradinhos, para usar como provas de aquarela. o que não dá mais mesmo para usar vai para reciclagem.
- dê mais valor ao seu direito de voto. apoie candidatos realmente comprometidos com a causa ecológica.
- espalhe o videozinho "A história das coisas" por aí.
- você está vivendo tempos formidáveis, onde temos total acesso à liberdade de expressão através dessa maravilha que é a internet. aproveite: crie um blog, expresse suas opiniões, espalhe suas dicas de como ajudar a tornar o planeta mais legal de se viver.
Labels: opinião, vida, vida green, vida na América
yes, we got it!! depois de vários meses de preparativos, algumas dores de cabeça e nenhum desentendimento pessoal (coisa rara em grupos), o segundo Lexington-Bluegrass Pagan Pride Day aconteceu e foi uma delícia. dia perfeito, atmosfera agradabilíssima, pessoas fantásticas. amaria ter podido aproveitar mais, participado dos workshops, dançado no drum circle (me convidaram para tocar pandeirola), mas como tinha obrigações a cumprir - sou coordenadora de artes e tinha que estar a postos - não pude fazer tudo o que quis. mas foi um dia memorável, mesmo assim.
como sempre, graças à minha cabeça que vive saltando de um lugar para outro, falhei ao fotografar. não muitas ou significativas fotos, e as do exterior ficaram bem ruins. e apenas quando acabou eu me dei conta de que não havia me fotografado em meu booth, nem às outras artistas. que aliás, foram gratas surpresas em matéria de gentileza e amor à arte e às coisas do espírito. nossa conexão foi imediata e algumas idéias começaram a surgir...


alguns shots do exterior, com alguns booths. a última foto tem uma menina vestida de fada dark, dá prá ver? (pergunta retórica)


os gatinhos em papier mache da Vida Vitagliano. ela resolveu trabalhar nas esculturas em pleno festival, aos olhos do público.



as fadas, ondinas e retratos de seres espirituais canalizados pela Tammy Wampler.

esculturas de deusas e símbolos pagãos da Mary Harmon, cheios de energia da terra.




e, last but not least, meu booth!


Labels: andanças, my artwork, pagan pride
pois é, quando tirei essa foto tinha tomado várias tequilas e o cabelo estava num dia pós-lavagem - sem oleosidade natural e com aquela aparência de juba. num dia como esses, eu pareço a Sophie Marceau, pessoas! e não é possível que vocês ainda não tenham notado a semelhança com a Liv Tyler, a elfa mais gostosa da Terra Média. e aquela ao lado da Marceau não é a irmã da Paris Hilton? desconheço o restante das celebridades look-alike, mas não importa. I am definitely flattered.
Labels: bobagens
não sei se é impressão minha, mas acho que existe um certo preconceito sobre ser artista (ou astróloga, ou taróloga, ou outras atividades que te permitem trabalhar no conforto do seu lar) e dona de casa. meio velado, mas tem. dá a entender que você, que passou a vida dedicando-se a um trabalho tão inferior como cuidar da casa, do marido e dos filhos, entediada pelo seu dia-a-dia enfadonho e sem-graça, de repente decidiu fazer um curso de pintura, viu que tem jeito prá coisa e resolveu se promover e ganhar uns trocados.
e por quê a coisa é diferente com os artistas homens? a maioria é casada e com filhos. no entanto, ninguém olha para eles de nariz torcido.
eu não sou uma dona-de-casa que virou artista, sou uma artista que aconteceu de casar e ter filho. minha relação com a arte começou em tenríssima idade - 3 anos, segundo minha mãe. nunca mais parei. mas eu cresci e quis casar. se posso fazer o que eu gosto sem precisar sair de casa, sorte a minha (embora a coisa não seja tão fácil. muitas vezes eu preferia ter um lugar para ir todos os dias, só prá ter uma desculpa prá não ter que cozinhar...)
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Happy Labor Day prá todo o povo americano, gente que trabalha duro e que, embora não tenha metade dos benefícios do trabalhador brasileiro, e apesar de 8 anos de governo republicano, ainda tem direito a ver seu suor convertido em dignidade.
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